
Edição Nº 5
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Revista digital com grandes histórias, cultura, turismo e personalidades que fazem a diferença no Brasil. Redação em São Paulo, alcance nacional.
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Edição Nº 5

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Matérias
Perfil · Império Serrano
Por Marlu Segovia
"Há homens que atravessam o tempo. E há aqueles que, ao atravessá-lo, tornam-se parte da eternidade."
José Luiz Souza, carinhosamente conhecido como Cabeça Branca, é uma dessas personalidades que não apenas integram a história de um Império: elas a sustentam, a iluminam e a entregam, com respeito, às gerações que virão.
No Glorioso Império Serrano, seu nome já é memória. Presidente da Velha Guarda, Cabeça Branca pertence a essa rara linhagem de homens cuja presença dispensa apresentação. Basta estar. Basta o olhar. Basta o silêncio respeitoso que se faz quando a história entra na sala.
Há quem passe pelo samba. Há quem se torne o próprio samba.
DO RITMO DA BATERIA À VELHA GUARDA
Antes de guardar a memória, Cabeça Branca aprendeu a fazê-la pulsar. Do ritmo da bateria à Velha Guarda, sua caminhada atravessa o coração do Império Serrano. O mesmo homem que sentiu o chão tremer sob os tambores hoje conduz, com serenidade, o legado daqueles que fizeram da escola um território de poesia, resistência e fé.
Passar da bateria à Velha Guarda não é apenas mudar de lugar na avenida. É aceitar a responsabilidade de ser ponte. De olhar para trás sem se perder, e para frente sem esquecer. É compreender que o samba só permanece vivo quando encontra quem o honre.
UM SAMBA QUE FICOU NA ALMA
E há sambas que não passam. Ficam. Acompanham. Viram alma.
Junte um sorriso meu, / um abraço teu, / vamos temperar...
Há versos que o tempo não apaga. Eles voltam em cada ensaio, em cada saudade, em cada vez que o Império Serrano se reconhece na própria história. Um samba que ficou na alma é mais do que melodia: é identidade. É o modo como uma escola se lembra de quem ela é.
Cabeça Branca carrega esse sentimento. Carrega o Império não apenas no peito, mas no modo de estar, de falar, de honrar os que vieram antes e de acolher os que ainda virão. Sua trajetória revela que o verdadeiro baluarte não se mede por palcos ou holofotes, mas pela fidelidade com que se serve a uma bandeira.
Porque, quando a memória encontra um guardião, ela deixa de ser apenas lembrança e ...se transforma em expressão de um sentimento coletivo.
Porta-estandarte · Porto Alegre e Uruguai
Por Marlu Segovia
Quando um pavilhão se ergue, não é apenas uma bandeira que se move ao vento. Ergue-se uma história. E, quando Marina Leite o empunha, o samba ganha asas, atravessa fronteiras e transforma a avenida em um santuário de memória, arte e ancestralidade.
Há algo de majestoso na dança de uma porta-estandarte.
É preciso mais do que técnica: é preciso alma, devoção e a consciência de que, entre as mãos, existe um símbolo que representa gerações.
Em Porto Alegre, Marina Leite imprime sua elegância ao Carnaval gaúcho. No Uruguai, leva sua arte à Escola de Samba Barrio Rampla, fazendo de seu pavilhão uma ponte entre duas culturas apaixonadas pelo Carnaval.
Entre o Brasil e o Uruguai, sua trajetória revela a beleza de uma arte que não conhece fronteiras, porque o samba, quando é verdadeiro, não apenas desfila: permanece na memória de quem o contempla.


Homenagem · Embaixatriz do Samba
Por Marlu Segovia
Há amizades que o tempo não apaga. Ele transforma em memória, afeto e história.
Glorinha, nossa amizade atravessa tantos anos que já se entrelaça à própria história dos carnavais que vivemos juntas. São anos de troca verdadeira, carinho, respeito, admiração e cumplicidade, uma amizade construída entre abraços, sorrisos, emoções e tantas passarelas do samba.
Quantos carnavais compartilhamos! Quantas histórias, encontros e momentos que o tempo jamais será capaz de apagar. Em cada desfile e em cada celebração, você levou consigo aquilo que lhe é tão particular: a alegria que contagia, a força que inspira e uma luz que ilumina todos ao seu redor.
Mulher negra, empoderada, forte e determinada, Glorinha é dessas mulheres que não precisam pedir passagem: sua presença abre caminhos. Sua alegria é constante, seu sorriso é acolhedor e sua essência revela a beleza de quem carrega no coração a humildade, a bondade e a generosidade.
Todos aqueles que têm o privilégio de conhecê-la se encantam, porque existe em você algo raro e precioso: a capacidade de fazer as pessoas se sentirem felizes simplesmente por estar perto.
Hoje, presto minha homenagem a você com o coração cheio de gratidão por tantos anos de amizade. E faço isso com a certeza de que nenhuma homenagem será grande demais para celebrar a mulher, a sambista, a embaixatriz e, sobretudo, o ser humano extraordinário que você é.
Que o Carnaval continue reverenciando sua história e que o samba siga sendo palco para a sua alegria.
Glorinha, minha querida amiga, sua história já pertence ao Carnaval. Mas, para mim, existe algo ainda maior: você pertence às minhas melhores memórias.
Receba minha homenagem, meu carinho, meu respeito e minha profunda admiração.
Você merece todas as homenagens do mundo. ❤️✨

Perfil · Sociólogo e músico
Por Marlu Segovia
É nesse território de conhecimento, cultura e ancestralidade que se destaca Tadeu Kaçula, sociólogo e músico, um dos grandes conhecedores do Carnaval brasileiro.
Sua relação com a folia ultrapassa o espetáculo. Está na história, na pesquisa, na música, nos personagens, nos territórios e nas tradições que transformaram o Carnaval em uma das mais exuberantes expressões da identidade cultural do Brasil.
Tadeu possui o raro olhar capaz de enxergar, por trás do brilho das fantasias e da grandiosidade dos desfiles, a essência de um povo.
Sua palavra carrega memória. Seu conhecimento revela histórias. Sua música traduz sentimentos.
Sua trajetória representa o compromisso de quem compreende que falar de Carnaval é também falar de cultura, resistência, identidade e ancestralidade. Homenageá-lo é reconhecer uma trajetória dedicada ao conhecimento e à valorização de uma manifestação que pulsa muito além da avenida.
Tadeu Kaçula é daqueles nomes que não apenas conhecem a história do Carnaval, mas ajudam a mantê-la viva.
Hoje, minha reverência é a esse intelectual da cultura popular, músico e apaixonado pelo Carnaval, cuja contribuição engrandece a memória e o patrimônio cultural brasileiro.
Porque algumas pessoas passam pelo Carnaval.
Outras deixam nele a sua marca.

UESP · 53 anos · Mansão Ferrara
Por Marlu Segovia
Há celebrações que ultrapassam a beleza de uma noite e se transformam em memória. Assim foi o magnífico jantar em comemoração aos 53 anos da UESP, realizado na deslumbrante Mansão Ferrara.
Tudo esteve à altura da grandeza dessa história: a elegância do cenário, o cuidado em cada detalhe, a excelência da organização e a emoção de celebrar uma instituição que há mais de cinco décadas honra, preserva e fortalece o samba.
Meu agradecimento e minha admiração ao presidente Alexandre Magno e a toda a sua diretoria, pela acolhida, pelo carinho e pela realização de uma noite verdadeiramente memorável.
Um agradecimento muito especial à jornalista Rosana Pinto, diretora de Comunicação da UESP, pelo acolhimento tão carinhoso e impecável. Sua atenção e gentileza tornaram essa noite ainda mais especial. Foi uma honra vivenciar esse momento tão especial.
Parabéns, UESP, pelos seus 53 anos! Que a sua história continue sendo escrita com a mesma força, dignidade e paixão que fazem do samba uma das mais preciosas expressões da nossa cultura.
Uma noite de gala.
Uma história de grandeza.
Um legado que permanece.








Por Marlu Segovia
Há pessoas que admiramos pelo que fazem. E há aquelas que admiramos, sobretudo, pelo que são.
Minha querida amiga, Edleia dos Santos, é uma dessas mulheres que despertam respeito, carinho e profunda admiração.
A você dedico esta homenagem com o coração. Mulher negra, forte, determinada e empoderada, que nunca teve medo de defender suas convicções, enfrentar desafios e ocupar, com dignidade, os espaços que conquistou.
Sua trajetória no Carnaval paulistano também é uma história de coragem, pioneirismo e resistência. Você abriu caminhos quando eles ainda eram estreitos e mostrou, com sua própria caminhada, que uma mulher pode chegar, permanecer e deixar sua marca.
Mas, para mim, existe algo ainda maior do que sua liderança: a mulher que existe por trás dela. A amiga que aprendi a respeitar, admirar e querer bem.
Edleia, algumas histórias merecem ser contadas. A sua merece ser celebrada.
Que o tempo jamais apague a marca que você deixou no samba e na vida de tantas pessoas.
Minha amiga, receba meu abraço, meu carinho e minha mais profunda reverência. Você é força, coragem e inspiração, uma mulher que fez de sua caminhada um legado. ❤️
Por Marlu Segovia
Existem pessoas que ocupam cargos de liderança. E existem aquelas que, pela maneira como conduzem suas trajetórias, transformam a própria liderança em um gesto de humanidade.
Renato Romandini, o querido Tomate, presidente da Dragões da Real e da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, é, para mim, uma dessas pessoas.
Como dirigente, sua dedicação ao Carnaval de São Paulo é admirável. À frente da Liga, tem contribuído para fortalecer e valorizar o Carnaval paulistano, olhando com respeito para a história, prestigiando as Velhas Guardas e seus grandes baluartes e, ao mesmo tempo, dedicando atenção às novas gerações e às crianças do samba porque sabe que preservar a memória é tão importante quanto preparar o futuro.
Mas é além dos cargos que mora a minha maior admiração.
Admiro o ser humano Renato. Sua educação exemplar, sua voz tranquila, sua humildade e a maneira atenciosa com que recebe e escuta cada pessoa revelam uma grandeza que nenhum título é capaz de traduzir.
Tenho respeito pelo dirigente, mas tenho um carinho ainda maior pelo amigo. Hoje, quero agradecer a Deus pela oportunidade de ter cruzado meu caminho com o seu e de poder contar com sua amizade.
Em um universo em que tantos se deixam definir pelos cargos que ocupam, você se distingue justamente por aquilo que permanece quando eles ficam para trás: a simplicidade, a generosidade e a grandeza de caráter.
Meu respeito ao dirigente. Minha admiração ao homem. E minha gratidão, sempre, ao amigo.
Que Deus continue iluminando seus caminhos e permitindo que sua voz serena, sua humildade e seu coração generoso sigam fazendo a diferença no Carnaval e na vida de tantas pessoas.
Com carinho, respeito e profunda admiração.
Por Marlu Segovia
Há pessoas que não apenas fazem parte da história do samba. Elas são a própria história.
Ter amigos tão especiais, verdadeiros baluartes do Carnaval de São Paulo, agora integrantes da Velha Guarda da Liga do Samba de São Paulo, é uma honra que recebo com profunda emoção.
A vocês, minha eterna gratidão pelo carinho, pelo respeito e pela generosidade com que sempre me acolheram. Mais do que amigos, foram mestres que, com paciência e dedicação, me ensinaram a conhecer, respeitar e amar ainda mais a história e a essência do nosso Carnaval.
Hoje, reverencio suas trajetórias e tudo o que representam para o samba.
Meu carinho é eterno. Minha admiração, imensa.
Minha gratidão, para sempre.
Gratidão. Gratidão. Gratidão. Sempre.

Por Marlu Segovia
O samba nasceu do povo, atravessou gerações e tornou-se memória, identidade e patrimônio cultural do Brasil. E toda grande história é construída por pessoas que dedicam a vida a mantê-la viva.
Kaxitu Campos é uma delas. Sua trajetória se entrelaça com o samba paulista e com a cultura carnavalesca. Ex-presidente da UESP, integrante da diretoria da Camisa 12 e da bateria do Vai-Vai, sua escola de coração, Kaxitu é daqueles que não apenas conhecem o Carnaval: vivem o samba por dentro.
Hoje, à frente da Conasamba, amplia sua atuação em defesa e valorização da cultura carnavalesca.
Por isso, registro publicamente minha admiração por esse amigo especial, cuja trajetória merece todo reconhecimento e respeito. Porque o samba tem memória, e Kaxitu Campos já faz parte dela.
Uma vida escrita no compasso do samba, marcada pela paixão e eternizada na história do Carnaval brasileiro.
Mas, além dos cargos, existe uma história construída na vivência, na amizade e na paixão pelo samba.
Kaxitu, meu amigo, receba meu abraço, meu carinho e minha eterna admiração. Que a vida continue nos permitindo celebrar juntos essa paixão chamada samba.
Oxum
Por Marlu Segovia
Sou filha de Oxum. Já senti o seu toque na minha alma, já senti suas águas escorrerem pelos meus olhos, já senti, através de mim, o seu amor divino e sua compaixão.
Sou filha de Oxum e dela já recebi sua compreensão e o seu perdão, já recebi também sua cumplicidade.
Sou filha de Oxum e como tal contorno as pedras do meu caminho criando novos rumos, se houver momentos de quedas sei que é onde ela mais se mostra a mim, me confortando e me dando força e fé para seguir adiante.
Sou filha de Oxum e ela abençoa a minha vida e de todos os que eu amo, pois é através do meu amor que ela vive em mim.
Sou herdeira de Oxum e tento viver de forma que minha mãe sinta orgulho de me ter como sua filha.
Ora ye ye ô Mãe Oxum!
Carnaval 2027 · Gaviões da Fiel
Por Marlu Segovia
“É Noite de Gira na Casa de Ogum” chega ao Carnaval como uma declaração de identidade.
Uma história sobre fé.
Sobre resistência.
Sobre ancestralidade.
Sobre o Brasil que dança, acredita e se reinventa.
E quando o primeiro toque ecoar, a bateria pulsar e a comunidade cantar, a casa estará aberta.
É noite de gira.
É noite de Ogum.
É noite de Gaviões.
A avenida como terreiro
Quando os Gaviões entrarem no Sambódromo, a avenida ganhará outra dimensão.
Será espaço de samba, mas também de memória.
Será espetáculo, mas também afirmação cultural.
Será carnaval, mas também uma celebração da fé e da ancestralidade.
Em 6 de fevereiro de 2027, os Gaviões da Fiel serão a segunda escola a desfilar no segundo dia do Grupo Especial de São Paulo.
E, naquela noite, a pergunta não será apenas quem passa pela avenida.
Será quem consegue fazer a avenida sentir o axé.



Perfil · Samba paulistano
Por Marlu Segovia
Há homens que participam da história. Outros tornam-se a própria história. Arnaldo Guedes pertence a esta rara categoria de personalidades cuja trajetória se confunde com a evolução do carnaval paulistano, sendo reconhecido como um dos grandes guardiões da memória, da tradição e dos valores que sustentam a cultura do samba.
Seu nome ecoa nas quadras, nos barracões e na avenida como símbolo de respeito, dedicação e compromisso com uma das mais importantes manifestações culturais do Brasil. Ao longo de mais de seis décadas, Arnaldo construiu um legado que ultrapassa gerações e permanece vivo na memória daqueles que compartilham a paixão pelo carnaval.
Sua caminhada teve início em 1963, na tradicional Unidos do Morro da Vila Maria, onde desfilou como passista e mestre-sala. Desde cedo demonstrava talento, disciplina e um profundo amor pela arte do samba, transformando essa paixão em uma missão que guiaria toda a sua vida.
Em 1964, ao lado de figuras históricas como Mestre Mercadoria, Oscar, Souza, Zezé, Deleu e Rubinho, participou da fundação da Primeira do Itaim Paulista. Foi nesse momento que iniciou sua trajetória como mestre de bateria, dirigente, conselheiro e defensor das tradições que ajudaram a moldar o carnaval de São Paulo.
Ao longo dos anos, sua história esteve ligada a importantes agremiações, entre elas Vai-Vai, Rosas de Ouro, Mocidade Alegre, Camisa Verde e Branco e Império de Casa Verde, sempre contribuindo para o fortalecimento da cultura carnavalesca e para a formação de novas gerações de sambistas.
Sua voz tornou-se símbolo de resistência cultural em um período de profundas transformações no carnaval.
Reconhecido pelo inseparável apito de prata, Arnaldo tornou-se referência de liderança e disciplina. Mais do que comandar ritmistas, compreendeu que o verdadeiro papel de um mestre é ensinar. Sua atuação sempre esteve ligada à formação humana, transmitindo valores como respeito, comprometimento, ética e amor à comunidade.
Testemunha privilegiada da transformação do carnaval paulista, viu os desfiles deixarem os bairros e alcançarem a grandiosidade dos sambódromos. Acompanhou mudanças estéticas, técnicas e estruturais, mas jamais abriu mão de defender aquilo que considera a essência da festa: a união das comunidades, a valorização dos ancestrais e o orgulho das raízes africanas que deram origem ao samba.
Nos últimos anos, sua atuação ganhou ainda mais relevância por meio da valorização das Velhas Guardas e dos chamados Griôs do Samba, personagens fundamentais para a preservação da memória cultural do carnaval. Para Arnaldo Guedes, o futuro das escolas depende diretamente do respeito aos seus veteranos, guardiões das histórias que construíram a grandeza da festa.
Um legado de família
Mas, entre todas as realizações de sua vida, uma das mais significativas floresceu dentro de sua própria família. Ao lado de sua esposa, Vera Guedes (in memoriam), construiu uma história marcada pelo amor, pelos valores familiares e pela dedicação ao samba.
Dessa união nasceram Paulo Guedes e André Guedes, que seguiram os passos do pai e se tornaram renomados e premiados mestres-salas, perpetuando a tradição do bailado com elegância, técnica e excelência. Ao longo de suas carreiras, defenderam os pavilhões de importantes escolas de samba, entre elas Vai-Vai, Mocidade Alegre, Nenê de Vila Matilde, X-9 Paulistana, Pérola Negra e Leandro de Itaquera, conquistando reconhecimento e admiração por sua arte.
Mais do que transmitir ensinamentos, Arnaldo deixou uma herança cultural. Seu legado foi perpetuado por seus filhos, que transformaram os valores aprendidos em casa em verdadeiras expressões de amor ao carnaval. Em cada apresentação, em cada reverência e em cada desfile, permanece viva a influência de um pai que dedicou sua vida à preservação da tradição.
Sua voz tornou-se símbolo de resistência cultural em um período de profundas transformações. Enquanto os desfiles se modernizam e incorporam novas tecnologias, Arnaldo segue lembrando que a grandiosidade do carnaval não está apenas nos espetáculos visuais, mas principalmente nas pessoas que dedicam suas vidas ao samba.
Respeitado por presidentes de escolas, intérpretes, mestres de bateria, passistas, dirigentes e componentes, consolidou-se como uma das maiores referências quando o assunto é memória do carnaval paulistano. Sua palavra carrega a autoridade de quem não apenas testemunhou a história, mas ajudou a construí-la.
Hoje, Arnaldo Guedes ocupa um lugar de honra no patrimônio cultural do samba brasileiro. Seu legado ultrapassa títulos, cargos e homenagens. Está presente em cada ensinamento transmitido, em cada jovem inspirado por sua trajetória e em cada escola que continua desfilando graças ao trabalho de homens e mulheres que fizeram do samba uma verdadeira razão de viver.
Em uma época em que a velocidade do mundo ameaça apagar memórias e tradições, Arnaldo Guedes permanece firme como um guardião da cultura popular, uma ponte entre passado, presente e futuro.
Um homem cuja história se tornou patrimônio do carnaval paulistano e cuja missão continua ecoando através das gerações.
Porque algumas vidas não apenas atravessam o tempo; tornam-se eternas.
Depoimentos
Adicionar depoimento de leitor: este espaço traz as palavras de quem lê a Revista Projeção Nacional e acompanha cada edição.
“Que orgulho poder partilhar dessa trajetória, ninguém me contou, eu vi o mestre Zé Luiz Cabeça Branca Presidente da Velha Guarda do Glorioso Império Serrano. Parabéns pelo ilustre depoimento, entrará para o meu acervo pessoal 👏🏿”
“REALMENTE ESSA REVISTA ESTA MUITO ÓTIMA ESTA SENSACIONAL PARABÉNS E MUITAS FELICIDADES FAŹ RELEMBRAR BONS TEMPOS ATRÁS FELICIDADES MIL MINHA AMIGA ESTAMOS LONGE DOS OLHOS MAIS SEMPRE NO NOSSOS CORAÇÕES ABRAÇÃO”
“As matérias são de excelente qualidade, com sínteses poderosas que trazem um entendimento claro e completo do tema, tem muita qualidade e conteúdo construtivo, parabéns, que seja próspera essa jornada, para nós leitores gozarmos da leitura agradável e enriquecedora!!!!”
“você merece tudo de bom. Amo suas matérias. 👏👏👏👏”
“legal Marlu, mais uma conquista! Parabéns!”
“Parabéns, o que falar! Mais uma obra primorosa. Adorei.”
“Bom dia minha jornalista predileta! A única defensora da sua felicidade é você mesma. Pare de dar a outras pessoas o poder de controlar seu sorriso, o seu valor e a sua atitude. EXCELENTE REVISTA. Você é nota 100000000…”
“Parabéns de muito bom gosto a revista! Show vc é mil. Gostei do que Vi e Li.”
“Sensacional Marlu!”
“Parabéns querida amiga pela 5ª Edição da Revista Projeção Nacional. Desde a primeira página vê-se o carinho com que cada matéria é construída. O Editorial, escrito com capricho, já dá uma palhinha do que vem pela frente. O Sonho que se Recusou a Morrer é um belo relato que nos serve de inspiração. Nunca é tarde para realizarmos um sonho. A criança que fomos, esta viva dentro de nós e todos os sonhos podem ser realizados. Desejo-lhe, cada vez mais, sucesso! Um grande abraço.”
“Bom dia matérias maravilhosas. Só Personalidade a. Muito aprendizado. Parabéns 👏🏾👏🏾👏🏾”
“Marlu segovia passei aqui pra dizer que você é uma pessoa muito querida e Guerreira. Sucesso com a revista que está excelente!”
“Bom diaaaa🌹 Parabéns amada pela edição, está fenomenal 🤗”
“Parabéns pelo Sonho que se Recusou a Morrer. Belíssima história. Aquela menina com ânsia de saber de tudo, continua viva. O corpo envelhece, o espírito não. Cada vida, em relação à eternidade, é um grão de areia. Desejo-lhe, cada vez mais, saúde e sucesso.”
“Oi, boa tarde! Todas as matérias são de qualidade e bem direcionadas ao mundo do samba. E todas elas muito bem feitas Show muito bom”
“Parabens muito bom . Vc merece e uma guerreira. Excelente edição, bem informativa.”
"Que lindo! Perfeito, perfeito. Show de bola! 👊🏾👏🏾👏🏾👏🏾 Muito obrigado! Gratidão. Excelente Revista, bem informativa."
“Eu, Sorayah Câmara, estou gostando muito da revista. Tem muita informação interessante e variedade de assuntos. A revista tem credibilidade que é muito importante. Aborda temas sobre cultura. Enfim, é um prazer ler os artigos da revista.”
Painel de fotos
Registros da Revista Projeção Nacional em quadras, eventos e encontros do samba e da cultura. Toque em uma foto para vê-la em tamanho grande.





































































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